Em uma conferência seis meses atrás, o presidente-executivo do Facebook estava literalmente banhado em suor ao enfrentar questões duras sobre as práticas da empresa quanto à privacidade e um filme em produção que o retratava como manipulador e arrogante.
Na quarta-feira, porém, um retrato elegante e sem transpiração de Mark Zuckerberg, 26, enfeitava a capa da revista Time, que o escolheu como personalidade do ano, o que coroa uma das mais notáveis transformações na história empresarial dos Estados Unidos.
A reformulação da imagem pública de Zuckerberg atraiu atenção; ele fez uma grande doação ao sistema de educação pública do Estado de Nova Jersey em setembro e concedeu entrevistas em programas de TV como o "Oprah Winfrey Show" e "60 Minutes". Tudo isso ocorreu enquanto o Facebook, maior serviço mundial de redes sociais online, via sua influência e sua audiência de "amigos" disparar.
O Facebook talvez não precise de um Zuckerberg sorridente e dotado de imagem positiva, mas isso certamente não atrapalha.
"Ele é o rosto da companhia", disse Paul Argenti, professor de comunicação empresarial na Tuck School of Business, Universidade Dartmouth, que disse que "A Rede Social", o filme de sobre a controvertida criação do Facebook em um alojamento de alunos da Universidade de Harvard, em 2004, "colocou a reputação dele (Zuckerberg) em jogo".
"Ele está em meio a uma campanha para repará-la", disse Argenti.
O filme, que relata as alegações de que Zuckerberg roubou as ideias para o Facebook de um projeto paralelo concebido por colegas de universidade (o que gerou um processo judicial encerrado por acordo), saiu ao mesmo tempo em que começaram a surgir em blogs informações de que Zuckerberg havia demonstrado pouco respeito para com a privacidade dos usuários do Facebook nos primeiros dias da empresa.
A mudança vai além da imagem. O executivo ruivo, cujo patrimônio foi estimado em 6,9 bilhões de dólares pela revista Forbes, recentemente, era desajeitado em entrevistas no passado, e sua expressão o fazia parecer distante.
Mas nos últimos meses, ele vem demonstrando mais conforto em suas interações com jornalistas.
Não se sabe se Zuckerberg simplesmente aprendeu a se sentir mais confortável diante da mídia como resultado de uma série de entrevistas e anúncios de produtos, se ele se preparou especificamente para isso ou se a mudança resulta de uma combinação dos dois fatores.
Alguns observadores da indústria consideram os esforços de imagem de Zuckerberg como uma reminiscência de outra figura famosa do setor de tecnologia. Bill Gates, co-fundador da Microsoft, foi frequentemente criticado pelas práticas concorrencias de sua empresa e personalidade áspera durante a década de 1990.
Essa imagem mudou nos últimos anos, principalmente depois que Gates se concentrou em trabalho filantrópico, que lhe rendeu uma capa da revista personalidade do ano da Time em 2005, junto com sua esposa Melinda Gates e o astro do rock Bono, da banda U2.
Publicado originalmente no portal Terra, em Notícias de Tecnologia, no dia 20/12/2010. (http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4852763-EI12879,00.html)
Showing posts with label Mark Zuckerberg. Show all posts
Showing posts with label Mark Zuckerberg. Show all posts
Monday, December 20, 2010
Monday, November 22, 2010
Por que ‘A Rede Social’ menospreza Zuckerberg?
Por Pedro Doria
Fonte: Estadão
O filme A Rede Social, baseado na história de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, estreia no Brasil no dia 3 de dezembro. Tem tudo para causar um burburinho e deve ajudar a popularizar mais o Facebook por aqui. Mas periga também macular de forma um quê injusta a imagem de Zuckerberg.
A Rede Social é baseado no livro Bilionário Por Acaso, do jornalista Ben Mezrich. Lá, a história de Zuckerberg é contada pelos olhos de um de seus principais detratores, o brasileiro Eduardo Saverin. Colega de Zuckerberg na Universidade Harvard, Saverin foi um dos primeiros investidores do Facebook e sócio inicial do projeto quando ele ainda era um site universitário.
Em meados de 2004, Zuckerberg se mudou para o Vale do Silício, onde pretendia fazer sua pequena empresa crescer. Saverin preferiu não acompanhá-lo, continuou trabalhando de longe nos intervalos entre as aulas e os estágios. Não punha fé. Quando o site virou bilionário, deu briga e a disputa entre os dois terminou na Justiça.
Ele não é o único a questionar Zuckerberg nos tribunais. Cameron Winklevoss, Tyler Winklevoss e Divya Narendra alegam que o criador do Facebook roubou-lhes a ideia do site quando todos ainda estudavam em Harvard. O livro de Mezrich ainda defende a ideia de que o jovem fundador só pôs sua criatura no ar porque, geek tímido que era, queria conhecer garotas.
Entre a picuinha das brigas societárias por uma empresa que deu (muito) certo e a descrição de Zuckerberg como mau-caráter, livro e filme apequenam um dos mais brilhantes criadores da internet sem mostrar o que vale ser realmente mostrado: suas grandes qualidades e seu principal defeito.
Quando o Facebook nasceu, eram muitas as redes sociais que disputavam espaço. Friendster, Orkut – com o Google por trás – e MySpace pareciam ter mais chances de dar certo. Vieram antes e tinham mais dinheiro as financiando. Foi o Facebook, pacientemente cultivado por Zuckerberg, que venceu.
Primeiro porque ele soube fazê-lo crescer. Não nasceu aberto, nasceu dedicado apenas a alunos de Harvard. Então, de campus em campus, foi abrindo em várias outras universidades dos EUA. Foi crescimento calculado. Os jovens engenheiros esperavam ter gente o suficiente de cada escola pedindo pelo site para então lançá-lo ali. A estratégia garantia que, ao surgir em um campus, imediatamente fosse ocupado por quase todos os alunos. Além de garantir que sempre haveria servidores o suficiente para atender a todos os usuários. Facebook nasceu sendo desejado e sem problemas técnicos, diferentemente de todas as outras redes, porque Zuckerberg intuiu uma estratégia genial.
Depois, Facebook soube se valorizar. Enquanto a norma no Vale é conseguir algum capital de investimento em troca de muitos por cento da empresa quando ela ainda é um embrião, Zuckerberg esperou. Apertou os cintos e aguentou o ritmo até seu site se transformar na companhia mais desejada do Vale do Silício. Só aí se dispôs a receber investimento de peso. O resultado foi uma avaliação da empresa na alta em troca de um percentual menor em condições que lhe garantiam poder total sobre as decisões futuras do Facebook.
O tutor que Zuckerberg escolheu para si é também surpreendente. Nenhum dos gênios da tecnologia e sim Donald Graham, presidente do Washington Post, tradicional jornal norte-americano. Graham e, mais tarde, Michael Wolf, da Time Warner, o ensinaram a negociar e a pensar como empresa de mídia.
Zuckerberg tinha uma visão clara. E fez de sua rede social uma plataforma em cima da qual outros poderiam produzir softwares. O resultado é que tem total controle sobre sua empresa, é o único responsável por seus erros e acertos e tem 500 milhões de usuários.
É tanta a clareza que, convencido de que, no futuro, ninguém ligará muito para privacidade, em vários momentos impõe maior abertura das informações no site e se vê frente a uma imensa resistência dos usuários. Pode-se rejeitar sua visão, mas ela tem dado certo. Mark Zuckerberg é um dos raros criadores do Vale que produz resultados tão evidentes. Sugerir que era só para paquerar é tornar pequena a obra de uma das grandes mentes criativas da rede.
Fonte: Estadão
Labels:
Mark Zuckerberg
Sunday, November 21, 2010
Ex-funcionários do Facebook lançam novas empresas
O facebook emprega algumas das pessoas mais talentosas e com capacidade de inovação do mundo. Trabalhar no facebook garante não só a possibilidade de demonstrar as melhores habilidades, como também ampliá-la grandemente. Além disso, um funcionário do facebook recebe enormes incentivos financeiros, e outras tantas vantagens, incluindo alimentação gratuita da mais alta qualidade e lavanderia de graça. Diante de todos esses benefícios, e levando-se em consideração que a economia mundial encontra-se num momento de grande imprevisibilidade, muitos funcionários dessa grande empresa decidem deixar a cautela de lado, e embarcam no sonho de criar os seus próprios empreendimentos empresariais.
De acordo com o New York, em recente artigo do Times, Dustin Moskovitz, 26, que foi co-fundador do Facebook com seu companheiro de Harvard Mark Zuckerberg, deixou seu trabalho na equipe técnica do Facebook para criar Asana, que produz software via web com a ajuda dos clientes, engenheiros com foco na velocidade colaborativa. Chris Hughes, também de 26, começou a Jumo, uma rede social para "pessoas que querem mudar o mundo." Dave Morin, ex-gerente sênior de plataforma, está construindo Path, uma empresa ainda em formação e com seus objetivos não divulgados. Enquanto Adam D'Angelo, que foi diretor de tecnologia do Facebook, e Charlie Cheever, outro gerente sênior, partiu em 2008 e 2009, respectivamente, para iniciar Quora, um site de perguntas e respostas. Mais de meia dúzia de startups podem ter sua origem nos seios do facebook.
Fonte: skloog (inglês)
O facebook emprega algumas das pessoas mais talentosas e com capacidade de inovação do mundo. Trabalhar no facebook garante não só a possibilidade de demonstrar as melhores habilidades, como também ampliá-la grandemente. Além disso, um funcionário do facebook recebe enormes incentivos financeiros, e outras tantas vantagens, incluindo alimentação gratuita da mais alta qualidade e lavanderia de graça. Diante de todos esses benefícios, e levando-se em consideração que a economia mundial encontra-se num momento de grande imprevisibilidade, muitos funcionários dessa grande empresa decidem deixar a cautela de lado, e embarcam no sonho de criar os seus próprios empreendimentos empresariais.
De acordo com o New York, em recente artigo do Times, Dustin Moskovitz, 26, que foi co-fundador do Facebook com seu companheiro de Harvard Mark Zuckerberg, deixou seu trabalho na equipe técnica do Facebook para criar Asana, que produz software via web com a ajuda dos clientes, engenheiros com foco na velocidade colaborativa. Chris Hughes, também de 26, começou a Jumo, uma rede social para "pessoas que querem mudar o mundo." Dave Morin, ex-gerente sênior de plataforma, está construindo Path, uma empresa ainda em formação e com seus objetivos não divulgados. Enquanto Adam D'Angelo, que foi diretor de tecnologia do Facebook, e Charlie Cheever, outro gerente sênior, partiu em 2008 e 2009, respectivamente, para iniciar Quora, um site de perguntas e respostas. Mais de meia dúzia de startups podem ter sua origem nos seios do facebook.
Fonte: skloog (inglês)
Labels:
asana,
empresas,
ex-funcionários,
facebook,
jumo,
Mark Zuckerberg,
Path
Subscribe to:
Posts (Atom)